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sábado, 5 de março de 2011

A importância da música na vida das pessoas


Retomo meu blog, depois de um tempo sem postar nada, com um assunto polêmico para os profissionais da música e para os amantes da boa música também.
Música, representa não só uma arte filosoficamente falando, a mais sublime de todas segundo Rousseau, ela está presente em todos os momentos da nossa vida, age até como um remédio.
2011 será o ano dessa arte mostrar para quem ainda não se convenceu da sua importância, já que está em sua melhor “era”. A obrigatoriedade do ensino da música nas escolas, será o primeiro passo para   o reconhecimento. O segundo passo, já está acontecendo. A cada dia que passa, mais pessoas procuram um refúgio pra alma na música.
A musicoterapia, terapia através da música, se tornou um aliado na recuperação de bebês prematuros, pessoas com distúrbios mentais, depressão e até como auxílio no crescimento saudável de plantas.
Na educação, a música estimula a sensibilidade, o raciocínio lógico, a precisão e uma personalidade firme. Eu acredito muito que ela pode auxiliar na formação de cidadãos de bem, que gostem de estudar todas as matérias, porque a música age  interdisciplinalidade.
Existe música pra todos os momentos: pra comemorações, pra dançar, tristes, de saudade, apaixonadas, enfim, o que você precisar vai encontrar. E a melhor parte é que não tem contraindicações.
Nesse carnaval, aproveite as alegrias que a música poderá ensinar a você.

Bom carnaval a todos e MUITA MÚSICA!


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Relatório da I Oficina de clarinetas da Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense

A oficina nasceu da necessidade de “um olhar mais apurado” sob cada instrumento específico, corrigindo “vícios” que muitas vezes passam despercebidos aos olhos de um professor que dá aula para todos os instrumentos.
A Filarmônica Euterpe Lapense, já com frutos de sua escola, reativada desde 2003, vem desenvolvendo trabalhos voltados ao incentivo à música para os jovens lapenses, como um meio profissional, de sobrevivência. Nesse intuito, muitos dos que já participaram da entidade, querem viver de música profissionalmente. Exemplos disso são os jovens Tiago que hoje é o professor responsável na filarmônica e Geisiane, que está cursando na Universidade Federal da Bahia, o curso de Bacharelado em instrumento (clarineta).
Diante todo incentivo que a filarmônica ofereceu a esses dois jovens, eles agora retribuem através do que sabem. Geisiane preparou a oficina de clarinetas, como uma primeira etapa, para dar continuidade. A metodologia utilizada foi intensiva e dinâmica, revezando aula individual com aula em grupo. Realizou-se nos dias 03 á 07 de Janeiro de 2011 com quatro clarinetistas e teve carga horária total de 30 horas.
É importante ressaltar, a presença de dois integrantes da Filarmônica Lira do Corrente, que participaram integralmente de todos os dias da oficina, como alunos de clarineta.

Conteúdos

Conhecendo a clarineta: foi mostrado para todos os alunos a importância de cada parte da clarineta, como montar e desmontar, onde surgiu, limpeza e cuidados.
Higiene para o instrumentista: os alunos conheceram a importância de uma higiene bucal bem feita, e dos riscos que ele e o instrumento correm na falta da higiene.
Exercícios de respiração: em aulas individuais foram realizados exercícios de respiração com e sem a clarineta, como “nota longa” e “alteração de registro”.
Sonoridade: em aulas individuais e em grupo, falou-se da importância do “som redondo” e das notas bem articuladas.
Estudo de escalas: exercícios com escalas maiores, menores e cromática, foram apresentadas aos alunos para ajudar na técnica clarinetística de cada um.
Estudo do stacatto: exercícios para perceber o uso correto da língua no stacatto, com todas as notas.
Agudos: exercícios crescendo e decrescendo para controlar o som no agudo.
Digitação da clarineta: estudos para perceber a posição correta das mãos. Estudo do método, mão direita e mão esquerda lento.
Dinâmica e expressão musical: foram trabalhadas peças populares e eruditas, de acordo com o nível de  cada aluno para trabalhar a técnica, dinâmica e expressão musical.
Música de câmara: foram trabalhadas peças para trios de clarineta, estudando dinâmica e acentuando o trabalho em conjunto.
Embocadura e  problemas na posição do instrumento: os alunos conheceram a importância de uma embocadura correta e os problemas de saúde que a posição incorreta pode causar.
Métodos para estudo musical: foram apresentados aos alunos vários métodos que trabalham com as principais dificuldades dos clarinetistas.

Metodologia utilizada
As aulas realizaram-se em forma de “Master class” (em grupo) e individuais, uma hora diária para cada aluno.

Dificuldades encontradas

Ao longo da oficina foram percebidas muitas dificuldades:

Uso incorreto da língua: a articulação de alguns alunos era exagerada e abertura de garganta sempre acontecia.
Embocadura incorreta: todos os alunos estavam com problemas de embocadura, alguns com a posição torta e outros fazendo bochecha.
Posição das mãos incorreta: todos os alunos tinham dificuldades na posição das mãos, e muitos dedos estavam em posição tão incorreta, que poderiam até causar algum problema de saúde.
Impaciência para tocar rápido: essa é uma dificuldade que todos os instrumentistas passam, mas que atrapalha no estudo apurado, pois deve começar lento e acelerar com o tempo.
Dificuldade com estudos de trio de clarinetas: esse trabalho é novo para os alunos, não estão acostumados a ouvir a sonoridade dos outros, e aí foi um ponto difícil de trabalhar com eles.
Dificuldade em dinâmica e expressão musical: um ponto grande de dificuldade, a preocupação com as notas era maior do que com a própria música que executavam.
Instrumentos defeituosos: além das clarinetas não serem de grande qualidade, ainda estavam em péssimo estado de conservação devido à grande dificuldade financeira que as filarmônicas passam.
Dificuldade rítmica: um dos alunos ainda estava com problemas de leitura rítmica o que dificultou na escolha de métodos de estudo.


Objetivos alcançados

Nessa primeira oficina, o incentivo ao estudo da clarineta, foi o principal objetivo alcançado. A valorização do instrumento na filarmônica, agora é maior, depois de todo estudo para demonstrar a linda sonoridade do instrumento. Os alunos conheceram a importância da clarineta no Brasil, e os leques para se trabalhar com música em nosso país. As dificuldades encontradas foram reduzidas e alguns métodos de estudos aplicados, como o estudo na frente do espelho vão ajudar a perceber o erro e consertá-lo. A dificuldade rítmica foi comunicada ao professor da filarmônica que já se comprometeu a dar uma atenção especial a esse aluno.
As orientações de estudo para depois da oficina foram dadas e até foi feito para cada aluno um esquema de estudo, cronometrando o tempo destinado à clarineta.
A I oficina de clarinetas da filarmônica Euterpe Lapense, foi a primeira na nossa região, e com toda certeza a semente foi lançada, para mais trabalhos como esse nessa filarmônica e nas demais.


Atividades especiais

Durante a oficina foram realizadas duas atividades especiais, dirigidas a todos os integrantes da Filarmônica Euterpe Lapense.  A primeira foi uma aula de respiração, sem o instrumento, expondo todos os cuidados com a saúde respiratória e conhecendo toda a fisiologia do sistema respiratório, o processo do ar em nosso corpo dentre outras coisas. A aula foi bastante proveitosa, tendo a participação de todos e cessando as dúvidas sobre o assunto.
A segunda atividade foi uma palestra sobre “Os caminhos para o músico e sua importância”, esclarecendo dúvidas sobre as diversas profissões na área da música, sobre legalização da profissão, a importância na vida do ser humano, a atual difusão  da música com novas profissões, preconceito e a lei 11.769/08 sobre a obrigatoriedade do  da música no ensino básico.

Pessoas envolvidas

Realização: Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense
Idealização: Geisiane Rocha da Silva (estudante do Bach. Instrumento/clarineta UFBA)
Coordenação: Geisiane Rocha da Silva, Solange Bernadete Moureira Chaves (presidente da filarmônica) e Tiago Costa (professor e trombonista da Filarmônica)
Professora de clarineta: Geisiane Rocha da Silva
Colaboração especial: Prof. Dr. Pedro Robatto (professor de clarineta da UFBA), diretoria da Filarmônica Euterpe Lapense e Filarmônica Lira do Corrente (Santa Maria da Vitória)
Alunos da oficina: Jailton Souza da Silva (Lira do Corrente)
                              João Damasceno Xavier Neto (Euterpe Lapense)
                              João Paulo Soares Nogueira (Euterpe Lapense)
                              Pablo Castro de Sousa (Lira do Corrente)

Considerações finais

É perceptível a necessidade do interior da Bahia em ter atividades como essa. O ensino de um determinado instrumento deve ser realizado por um instrumentista do mesmo. Só assim os erros vão aparecer e conseqüentemente poderão ser extintos. O ensino musical no interior sofre muito pela falta de profissionais da área, e da valorização da própria população.
Bom Jesus da Lapa fica á quase 900 Km da capital, o que dificulta o contato com os diversos tipos musicais e com a profissionalização dos jovens lapenses na música. A passagem custa caro e a filarmônica, sofre com a falta de recursos e de sede própria. Tudo isso, desmotiva muito a todos dessa entidade, que mais representa na cidade a cultura.
É muito importante para um estudante de música, realizar trabalhos como esse, principalmente naquela primeira escola que acolheu o seu sonho na música. Foi com esse intuito, que Geisiane Rocha da Silva realizou essas atividades, com toda a orientação do seu professor Pedro Robatto que muito incentiva seus alunos a executarem projetos como esse. O professor Pedro não só toca e ensina clarineta muito bem, mas incentiva os seus alunos a ensinarem. Ele acredita muito que o professor aprende com os alunos e que só a prática traz o aprendizado total.
Um agradecimento especial a todos os professores da Universidade Federal da Bahia, que incentivam os seus alunos a realizarem atividades como essa. Em especial aos professores Pedro Robatto, responsável pelo ensino de clarineta de Geisiane, e ao Professor Joel Barbosa, que desenvolve metodologias de ensino em bandas.

Referências

ENDRESSEM, R. M. – Supplementary Studies for clarinet
JEANJEAN, Paul – “Vade0Mecum” du Clarinettiste six etudes specials
KALMUS, Clarinet series, nº 3412 – Album of short easy pieces by various composers for two clarinets- Book I
MICHAEL, Story (arranger) - Pop trios for all
STAMITZ, Carl (1745-1801) – Concerto nº 3, II movimento, Romanze
MORAES, Vinícius – Eu sei que vou te amar



                                                        “Sem a música, a vida seria um erro.” (Nietzsche)


Bom Jesus da Lapa- Bahia, 18 de Janeiro de 2011





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Geisiane Rocha da Silva
Professora da oficina e estudante do Bach. em instrumento (clarineta) UFBA





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Solange Bernadete Moureira Chaves
Presidente da Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

I Oficina de clarinetas em Bom Jesus da Lapa

Retomando meu blog depois de alguns dias sem postar nada, já trago novidades,  que são  na verdade os motivos para eu ter me ausentado.  Do dia 03 à 07 de Janeiro  do presente ano, realizei  a I Oficina de Clarinetas da Filarmônica Euterpe Lapense em Bom Jesus da Lapa, com a participação de 4 alunos clarinetistas: dois da filarmônica Euterpe e dois da Lira do Corrente (Santa Maria da Vitória).
A idéia de fazer a oficina, nasceu de uma conversa entre eu e Tiago, o atual professor da filarmônica. Falávamos dos erros que as vezes, os professores que não tocam o instrumento ao qual estão ensinando, deixam passar, e da necessidade de um acompanhamento mais detalhado para cada instrumento.
Eu iniciei meus estudos na filarmônica Euterpe Lapense, e sofri na pele alguns detalhes não corrigidos, que acabaram se transformando em vícios no instrumento. Por isso, a minha preocupação, principalmente com os clarinetistas, classe a que pertenço.
Então, organizamos toda a oficina até para motivar mais os clarinetistas. Mas para a minha alegria, acabou movimentando praticamente toda a filarmônica.
No primeiro dia o contato foi em forma de máster class, que é um formato novo para os meninos lapenses. Eles se adaptaram bem, apesar do nervosismo de tocar em público. Já nos outros dias, eu disponibilizava uma hora de aula individual para cada aluno e encerrávamos o dia com o máster class. Nesse meio , eu fiz uma aula só sobre respiração, explicando toda a fisiologia, e o processo do ar em nosso corpo, cuidados para a saúde melhor do instrumentista, que foi aberta à todos da filarmônica.
No último dia encerrei a oficina com a audição das peças que trabalhamos durante a semana,  com a minha apresentação  e no final do dia com a palestra para todos da filarmônica e da oficina, sobre “Os caminhos para o músico e sua importância”. Falei sobre  a ordem dos músicos, sobre todos os profissionais da música, e como chegar a ser um, sobre postura, preconceito. Foi uma palestra muito produtiva, que tirou muitas dúvidas.
Agora me sinto mais leve em ter feito todo esse trabalho em um dos primeiros lugares que abraçou o meu sonho de ser musicista. Posso agora contribuir para outros se tornarem também, e dar as orientações que eu não tive com relação a faculdade.





Mais detalhes sobre esse trabalho darei depois, em outros posts.

Parabéns a todos que contribuíram para esse trabalho!





terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O estereótipo de cada músico

Vi em um site.... muito legal e engraçado!


Maestro - Sujeito magro, porte austero. Veste-se muito bem, adoraria usar roupas mais confortáveis, mas a imagem não permite. Oculos é obrigatório. Careca (ou quase). Um cara normalmente chato, aquele que só é convidado para o "choppinho de depois do concerto" por obrigação. Olha a todos de cima, mas adoraria ser popular. Suas piadas não têm graça nenhuma, mas todos riem. Em suma, é o idolo do violinista, mas, no fundono fundo, admira o trompetista. Carro preto ou prateado do ano.

Oboísta - Todo oboísta queria ser maestro, mas a timidez o impede. Sempre muito reservado, necessita ter tudo sob controle. Perfeccionista por natureza. Dedos finos e cabelo sempre bem alinhado. Fica sempre meia hora depois do ensaio, limpando o instrumento. Vai à manicure, mas é segredo! Seu momento de glória é dar o Lá para afinar a orquestra.

Violinista - Alto, sempre com um pinta de importante. Adoraria ser maestro, mas acha uma posição muito inferior ao seu talento. Considera-se o mais importante da orquestra e tudo que diz reforça essa tese. Antes do ensaio, toca sempre partes do concerto de Brahms, para impressionar os outros violinistas. Quando o maestro chama a atenção de outro naipe, o violinista sempre dá um sorriso sarcástico, quase imperceptível. Sai de cada ensaio com o orgulho de "dever cumprido" e vai para casa - um apartamento minúsculo -, onde uma foto da mãe está acima do espelho gigante na sala.

Violoncelista - É um cara legal. Um amigo para toda hora, mas muito fofoqueiro. Sabe da vida de todos da orquestra. Adora tocar solos de violino nos harmonicos só para irritar os violinistas. Loiro, o cellista é mais charmoso do que bonito. Acha-se umprivilegiado por não ter que levantar no final do concerto e é vaidoso.

Violista - É o coitado da orquestra. Introvertido, olhar triste. O maestro nunca lhe chama a atenção: afinal a parte a viola não tem importância mesmo. Começou na música com sonhos ambiciosos de ser um violinista de sucesso, mas por falta de talento ou estudo trocou para a viola e, desde então, é um frustrado. Juntamente com o pianistaacompanhador, é um suicida em potencial, mas sem coragem para o ato. Carrega sempre o estojo surrado com a viola e sempre responde com um sorriso amarelo a pergunta "você toca violino?". Um segredo: todo violista tem um bom coração, mas ninguém percebe.

Contrabaixista - Baixinho e temperamental. Escolheu o contrabaixo para "impor respeito", mas o tiro saiu pela culatra. Estuda somente nos ensaios, a não ser que tenha que tocar uma peça barroca, onde é o único a tocar o baixo. Acha-se importante por sustentar toda a orquestra, mas na verdade sabe que ninguém o ouve. Sempre com camisa branca e cabelo curto. Toca baixo elétrico secretamente.

Violonista - O melhor amigo de todo mundo. Companhia perfeita para o choppinho da tarde. Rabo de cavalo e óculos escuros são pré-requisitos. Relaxado e "eclético", mas odeia ser chamado de guitarrista. Tem vários amigos e várias namoradas. Jura que tocaum instrumento clássico, mas não hesita em aceitar fazer "cachê" em barzinho de bossa nova. Passat velho ou bicicleta.

Pianista acompanhador - Olhar cabisbaixo, terno preto e surrado. Cabelos castanhos e despenteados. Carrega sempre uma pastinha com partituras. Odeia cantores, afinal "Não sabem contar". Autoestima em baixa, é um suicida em potencial. Jura que nunca maisvai aceitar tocar "em cima da hora", mas sempre aceita uma emergência. Vive com a esperança de que alguém finalmente reconheça seu trabalho duro - o que nuncaacontece.

Pianista solista - Cabelo preto e curto. Sempre ocupado porque precisa "estudar". Nunca vai a festas, e, quando aparece, vem sozinho e sai mais cedo. Quando olhamos em seus olhos, nunca sabemos o que está se passando pela sua cabeça. Tem um papo agradável, mas é um alienado em relação a assuntos extra-musicais. Adora comparar gravações de outros pianistas. Tem sempre uma ou duas cantoras apaixonadas por ele, mas está sempre muito ocupado para relacionamentos. Admirado pelos violinistas, acha tocar música de câmara uma perda de tempo.

Organista - Cabelos completamente desalinhados, barba por fazer. Sempre correndo de um lado a outro carragando dezenas de partituras fora de ordem. Vive num mundo à parte. Óculos somente para leitura. Roupas amassadas e surradas. Um desavisado diria que é um professor de química ou um gênio incompreendido. Odeia pianistas. Solitário, mas fala pelos cotovelos, quando o assunto é dedilhado ou afinação da Renascenca."Deus é Buxtehude, Bach já foi prostituído pelos pianistas."

Harpista - Mulher, magra, e bem branca, com cabelos desalinhados. Muito tímida, nunca é vista entrando ou saindo dos ensaios, mas está sempre lá. Usa sempre vestidos compridos e meio "fora de moda", mas tem um sorriso simpático. Seu carro tem váriosadesivos com harpas por todo lado. Adora chat rooms. Ninguém conhece seu namorado, mas ele está sempre por perto para colocar a harpa no carro depois do concerto.

Trombonista - Cabelo castanho e um pouco acima do peso. Sempre com uma piada na ponta da língua, o trombonista adora churrasco e a companhia de amigos. Adora Mahler, acha Beethoven meio devagar e morre de medo do Bolero de Ravel. Tem pelo menos um cachorro em casa e sempre que pode coloca um glissando só pra "dar um toque especial".

Trompetista - Adora sair para tomar cerveja com os amigos. Chega sempre atrasado no ensaio, mas nunca ninguém percebe. Os churrascos são sempre na sua casa. Se o maestro não está presente, fica sempre tocando a nota mais aguda possível para se mostrar. Tem os lábios rachados e usa isso para paquerar. Está sempre andando pelos bastidores fazendo "prrrrrrrrrft" com seu bocal.

Soprano - Gorda e metida não são adjetivos educados para se caracterizar uma soprano. Elas são avantajadas fisicamente e temperamentais. Têm que ser o centro das atenções - no palco e fora do palco. São invejadas pelas contraltos e adoram isso. São amantes excelentes, péssimas esposas. Se vestem com roupas chamativas, adoram chapéus. Preferem champagne ao vinho e não sabem ler partitura: afinal aprendem tudo com o "ouvido maravilhosos que Deus lhe deu". Andam sempre acompanhadas de seu pianista-acompanhador preferido, que chamam de "maestro".

Tenor - Bem apessoado, jovem, bonito, charmoso e gay. Anda sempre com roupas modernas e na moda. Tem várias amigas e quer sempre "viver o momento". Tenta sempre parecer alegre e de bem com a vida, mas, se está de mau humor, faz questão de anunciar para todo mundo. Não toma sorvete, porque tem que "preservar a voz", mas fala sempre alto para ser ouvido do outro lado do bar. Malha regularmente, vai ao cabeleireiro eflerta com quem passar na frente.

Contralto - Morena e muito alta. Não é muito bonita, mas se veste bem. Não gosta de sopranos, mas sua "melhor amiga" é uma. Gosta muito de flores e usa um perfume forte, mas agradável. Meio desajeitada quando anda. Odeia saladas, mas está sempre cuidando do peso.

Baixo - Alto, cabelo preto e parrudo. Ninguém sabe o que está se passando na cabeça de um baixo - se é que alguma coisa existe atrás daquele olhar perdido. Meio devagar, para falar a verdade. Quer sempre ajudar o próximo, mesmo que isso atrapalhe sua vida pessoal. Suas meias nunca combinam, mas adora fazer papel de "vilão bem vestido" nas óperas. Come de boca aberta.

Fagotista - Magro, cabelo encaracolado. É o típico sujeito normal. Curioso por natureza. Sempre simpático e atencioso. Também é muito misterioso: nunca ninguém foi à casa de um fagotista. Somente os outros sopros sabe o nome dele. Dedos longos emãos finas. Lembra Sherlock Holmes no jeito de andar.

Tubista - Sujeito acima do peso, loiro e com cabelo encaracolado. Pele oleosa e bochechas vermelhas, sua feito um porco quando toca. Ri de tudo, mas raramente entende uma piada. Gosta de comer bastante e não tem namorada.

Flautista - É o violinista das madeiras, mas não tão metido. É perfeccionista, mas sabe que o mundo não é perfeito. Adora Debussy e fica horas ouvindo suas próprias gravações. Enxerido, dá palpite até no dedilhado do trompista. Vive num mundo à parte cuida da flauta como se fosse sua filha. É o único que não acha o som do piccolo irritante.

Clarinetista - É um cara engraçado. Veste-se bem, mas não é vaidoso. Pode ser loiro ou moreno. Toca com as sobrancelhas e é mais esperto do que inteligente. Adora ficar chupando a palheta enquanto não toca, mas, se desafina, joga a palheta fora. Não agüenta mais tocar o início da Rapsody in Blue para os outros músicos atrás do palco.

Percussionista - Magro com braços longos, o percussionista se gaba de tocar "mais de 20 instrumentos diferentes" e "tirar música de qualquer lugar", mas, por alguma razão incompreensível, sempre entra na hora errada - "culpa da orquestra que está arrastando o tempo" ele diz. Toca bateria numa banda de garagem escondido e acha o Bolero de Ravel um saco, mas sempre fica nervoso antes de apresentá-lo. Nos ensaios é sempre o primeiro a ir para casa e nos concertos sempre o último e ainda fica resmungando por ter que "desmontar" o "equipamento". Um cara legal que acha qualquer sinfonia clássica "cachê fácil" e jura que existe uma técnica especial de se tocar triângulo.

Trompista - Um cara discreto. Não fala muito. Tem trauma de falhar notas, por isso está sempre desmontando o instrumento para tirar a "água" durante o concerto. A parte do palco em volta da sua cadeira está sempre molhada. É sempre o último a afinar o instrumento antes do maestro entrar e, de vez em quando, ainda toca um "Fazinho" durante os aplausos só para conferir. Está sempre olhando para o fagotista para saber a hora certa de entrar: afinal não consegue contar mais de 20 compassos em branco. Nunca reclama quando lhe chamam a atenção, mas é quase certo que faz gestos obcenos com a mão que está escondida no instrumento. Tem pesadelos antes de apresentações como concerto para piano de Tchaikowsky.

Tem certeza que vai estudar medicina? Só medicina?

Vi em uma comunidade do orkut isso e achei interessante....

"LEIA E VEJA SE VC JÁ NÃO PASSOU POR ISSO...
Repassando... quem é músico sabe bem do que se trata...

Recebi de uma colega de trabalho e achei perfeito para certas ocasiões onde somos questionados sobre nossa profissão.

Leiam e repassem; vamos acabar com a discriminação!


Imaginem: "Festa social, todo mundo com copo de whisky na mão. Dois sujeitos conversam:
- Olá, tudo bem?
- Sim, e vc, como vai?
- Vou bem. Me disseram que vc é músico?
- Sim.
- Nossa, e que instrumento vc toca?
- Toco ZABUMBA.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSUSP.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, não?
- É o trabalho, né?
- Realmente, admiro vcs músicos, grande profissão essa. Até queria que meu filho fizesse música, mas o garoto não tem jeito, insiste que quer ser médico ou advogado.
- Ah, hoje em dia é assim, a garotada não tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
- Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas..., não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, dá pra viver.
- E vc não estudou? Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, é? Não sabia que tinha. Que interessante. Sabe, eu fui médico amador quando era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu até gostava, mas não levava muito jeito pra coisa. E ai minha mãe até disse: "Larga disso, garoto, vai estudar música".
- É..., queria ter tido uma mãe assim."

"O engraçado é que o contrário não é ridículo."

Música é profissão!

Para você que não acredita, veja os concursos:
FAMES- Espírito Santo ( 55 vagas)

SEGER- Secretaria do Estado do Espírito Santo ( 1 vaga)

E outros vários concursos para professor de artes em prefeituras de todo Brasil.
Em 2011 os professores de música vão estar em alta por causa da lei 11.769/08, da obrigatoriedade do ensino da música nas escolas .


Fiquem atentos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Porque tantos estereótipos?

Quando eu era criança, aos quatro anos de idade, me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, eu respondia: “cantora”. A reação das pessoas era boa. Todo mundo achava lindo uma criança decidida em que caminho seguir. Mas o tempo foi passando, e essa idéia só foi se ampliando, para clarinetista, professora de música, pesquisadora e muito mais (relacionado à música). E aquela reação, já não era mais positiva, porque agora o objetivo iria se concretizar.
Argumentavam que eu era inteligente, e não podia jogar a minha vida fora. E agora eu questiono, tem que ser burro para ser músico? Será que é tão fácil assim? Então porque será que nem todo mundo sabe música?
A você que está lendo, acredite, existem muitas pessoas com esse pensamento. A sociedade cria embalagens para as profissões, que geralmente são falsas. O músico é considerado drogado, burro, boêmio, malandro e muitas outras coisas, até muitas vezes a sua opção sexual é questionada por causa da profissão.
Porque fazer isso? Só faz diminuir e humilhar aquele profissional que muito ralou.
E não é só a minha profissão que sofre com isso. Dançarino geralmente é taxado como sensível, e jornalista como fofoqueiro, esses só são alguns exemplos.
Mas o que fazer para mudar essa imagem?
Eu acredito que a imagem não é o mais importante. Mas toda coisa séria tem que ser respeitada como merece. O que é o caso das profissões.
É preciso mostrar para todos, a serventia do que fazemos, e que a utilização dela pode ajudar muitas pessoas. A você que todos os dias escuta música, e ainda assim julga a nossa profissão, eu só digo a você: fazer uma música, qualquer que seja, exige um processo difícil e não tão fácil como para você ouvir. Se fosse você faria não é?
Bom, essa a minha opinião e quem discordar pode expor aqui os seus argumentos também.