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domingo, 17 de julho de 2016

Atividade 1 para música e/ou artes na Educação Infantil

Objetivos da atividade: conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo; comunicar-se através do movimento, emoções e estados afetivos.


Materiais: Aparelho de som; músicas infantis; música instrumental (utilizar com apenas um instrumento)

Conteúdos: Andamento rápido e devagar; dinâmicas (baixinho e forte) e apreciação musical (música instrumental do período clássico). 

Desenvolvimento: Colocar os alunos em roda com as pernas esticadas. Em seguida, cantar uma música infantil para integrá-los. Levantar com os alunos e começar a andar pela sala ao som da música instrumental escolhida ( eu sugiro o Alegro da pequena serenata noturna de Mozart). Quando a música estiver num andamento rápido, estimulá-los a andar rápido, quando estiver mais lenta estimulá-los a andar devagar, quando for piano (baixinho) você pode estimular a bater fraco o pé e quando for forte o oposto. Você professor pode usar a sua imaginação e variar a atividade. Leva em torno de 10 a 15 minutos. Com os alunos menores é mais rápido porque eles se cansam.


É uma atividade simples e olhem aí o quanto de elementos musicais vocês estão incluindo nas suas aulas. Faço sempre esta aula e é uma diversão só. 


Segue o link da música que sugeri. Pra você que trabalha também com ensino fundamental, esta atividade também pode ser adaptada para eles. 


Em breve posto mais coisas. E aí gostaram? Podem opinar, sugerir, criticar!!! :)

Um beijo para todos!


Por onde andei? Talvez na Educação Infantil?!

Olá pessoal, estou de volta.
Retorno aqui no blog hoje para continuar falando por onde eu andei, rsrsrs.
Foi aí que em meio a dificuldades financeiras e de saúde eu passei na minha primeira entrevista de emprego. Era uma oportunidade para ensinar música para crianças de 1 a 5 anos.
De lá pra cá eu fui me descobrindo na educação infantil. Cada sinal que as crianças me dão, eu levo em consideração para construir o planejamento da próxima aula. Tudo acontece como se eu tivesse uma comunicação num mundo da música a parte que construímos.
Atualmente tenho 3 dias da semana em aula apenas com a educação infantil, o que somam 23 aulas semanais e aproximadamente 265 alunos que atendo de 1 a 5 anos. Com eles, esqueço meus problemas, e as próprias frustrações que o mundo da música nos oferece. Existe apenas o "eu e eles e a música". Cada estímulo que eles correspondem é fantástico, especialmente os que ainda não falam. O "pó Gueiss chegou" é algo que nenhum dinheiro no mundo pode comprar. Acho que eles percebem o quanto amo a música e amo estar com eles. Me descobri neste mundo dos pequenininhos e continuo querendo me dedicar a eles a vida toda, só que através da formação de outros profissionais.
Já entrando nesse objetivo da formação de professores, eu inicio hoje o compartilhamento aqui no blog de atividades para crianças de 1 a 5 anos. Vou compartilhar aqui em formas de atividades, para ajudar a você professor de música que fica imaginando como se comunicar com este público, você professor de artes que quer utilizar algo da linguagem musical e você pedagogo que gostaria de incluir no seu dia-a-dia elementos desta arte que tanto nos aproxima dessas crianças.

Então... por onde andei??? Com meus pequenos na educação infantil!!! rsrsrs

Acompanhem o próximo post.

Obs: Vou compartilhar atividades que podem ser utilizadas e não os planos de aula completo, pois cada professor deve identificar o perfil dos alunos e estabelecer a sua programação geral da aula de acordo com a duração da aula, pedagogia da escola e etc.

Beijos para todos! Me acompanhem pelo face: https://www.facebook.com/regenciadoamor/?fref=ts

E youtube https://www.youtube.com/channel/UCP3jFctHEASDWimtejiCiEA



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Por onde eu ando? Talvez buscando a cidadania através da música

E lá se vão 7 anos desde que iniciei este blog. Agora, retomo este blog ainda como uma maneira descontraída e despreocupada de falar de música e também como uma forma de chegar até quem está longe de mim fisicamente, mas, ligado totalmente pelo amor a música. As palavras podem nos levar para muito longe, mas ainda as palavras não só ditas, mas escritas. Foi através da leitura, que fui apresentada ao universo da cidadania através da música...
Era 2009, meu primeiro ano de graduação. Fui convidada pelo Pe. Cristóvam que trabalhava na minha cidade, para iniciar um trabalho musical nas minhas férias lá no interior. Durante as aulas da faculdade, ficava pensando e pensando como fazer este trabalho. Foi aí, que descobri um lugar muito especial na Escola de Música da UFBA: a biblioteca. Comecei então a ler vários livros na área de psicologia da música, educação musical, sociologia, filosofia e de repente o projeto estava escrito para ser executado. Aquelas férias foram mais que especiais. 50 crianças de 5 a 12 anos atendidas em três meses e o resultado fantástico. Era apenas um curso de férias, pois eu tinha que voltar para Salvador, mas, aquela experiências, aqueles resultados, aquele caminho de levar cidadania através da música estava mais do que guardado em minhas memórias.
Música e cidadania a partir daí, se tornaram um caminho para mim. As palavras sempre me guiando e me levando por este caminho, até que eu já me via mais uma vez num projeto com este objetivo.
Já são 3 anos aqui em Salvador, indo por este objetivo: levar cidadania através da música e as práticas interdisciplinares a música. O projeto se chama PROEMUCI (Projeto Educação Musical para a Cidadania) e funciona no bairro da engomadeira.
Neste meu retorno ao blog, resolvi iniciar falando sobre por onde ando e o que estou fazendo. Esta é apenas uma das minhas atividades, mas, confesso que é a mais especial. Ensinar em um projeto social, é se reinventar todo dia. É ensinar música como um caminho e não música pela música. É perceber que está aumentando o acesso para esta arte e descobrindo um conhecimento e cultura que cada aprendiz já tem.  Querem ter uma experiência com ensino de música e praticas interdisciplinares a música com objetivo na cidadania também? Vejam como na imagem!

Vou falar muito ainda sobre música e cidadania aqui. Mas, agora vocês podem conferir sugestões de repertório, planos de aulas, textos sobre diversos aspectos relacionados a música, sempre aqui.

Compartilho aqui com vocês minhas outras duas formas atuais de  comunicação:
Canal no YouTube- https://www.youtube.com/channel/UCP3jFctHEASDWimtejiCiEA
Página no facebook- https://www.facebook.com/regenciadoamor/

Saudações musicais para todos!

Geisiane Rocha

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O que significa fazer música?

Olá pessoal!
Hoje venho para falarmos sobre algo totalmente inexplicável: o fazer musical. No entanto, é algo totalmente interessante de falar.
Deixo aqui, um vídeo meu e agora vamos refletir sobre alguns pontos.
Quantas coisas estão envolvidas em uma apresentação como essa?
Bom, levo em consideração à minha apresentação. Esse é o resultado de um bom tempo de trabalho técnico no instrumento e técnico na peça, ensaios com o pianista, orientações do professor, leitura sobre o compositor, trabalho de 1 mês de controle emocional. Essa foi a primeira vez, que toquei para o público que mais merecia me escutar, aqueles que são os incentivadores de tudo: minha família e amigos. No que eu pensava? Em entender o que Brahms queria dizer em Alegro Amabile, interpretei como o sentimento que eu também queria passar ao meu público nesse momento. Quis sentir a paixão da música, desde a cor do meu vestido, ao penteado, à minha conduta em casa. Passei um mês, imaginando: " o que é está apaixonada?"
E o resultado foi: emoção no 2º movimento, sim emoção. Me emocionei, porque vestir o personagem de apaixonada.
Virão o quanto o fazer musical envolve toda a nossa vida?
Por isso, que escolhi ser musicista, fazer e falar de música!

Fica então para vocês, o depoimento de uma clarinetista apaixonada por música!

Abraços clarinetísticos a todos!

https://www.youtube.com/watch?v=W6JuVrju_5M

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A motivação musical

Como passou rápido essa semana, não é amigos?! E eis que aqui estou como prometido, para compartilhar com vocês um pouquinho do que pensei essa semana.
Dessa vez, estive pensando no quanto gosto de tocar, nas sensações experimentadas ao fazermos música, nesse flutuar todo. Sabe aquela sensação que temos de não fazermos parte de um mundo tão cheio de problemas, aquele sentimento que você já não está nesse planeta mais e sim no das notas musicais?! Sim, é essa sensação, até difícil de descrever que sentimos ao tocar, cantar, reger, enfim, ao fazer música. São poucas atividades que conseguem nos desconectar com o mundo de maneira tão intensa como a música.
Mas, para nós músicos experimentarmos essa sensação há muita coisa envolvida. Temos que estar bem e o principal: ter MOTIVAÇÃO. Essa palavra será muito citada aqui no blog, porque é algo que vem me intrigando e está até se tornando um "alvo de pesquisa".
Mas agora, pergunto a vocês e a mim mesma: de onde será que vem essa motivação para nos doarmos?
Bom, eis uma pergunta difícil de responder e de caráter pessoal também. No entanto, me arrisco a expor a minha opinião para vocês.
A música é em si uma arte, mas ao mesmo tempo é uma ciência, por que ela envolve não apenas coisas subjetivas, mas coisas objetivas também como na parte da linguagem musical, física e evolução dos instrumentos por exemplo. Portanto, ela pode envolver totalmente o cérebro ao fazermos música. Precisamos usar todos os sentidos para executar música, e quando se trata da parte emocional, mais ainda. Mas exatamente esse emocional, com tanto trabalho mental envolvido, pode ser perigoso. Se usarmos um comentário ao "pé da letra, isso pode até nos levar a loucura. Se tocarmos uma música, naquele estado maravilhoso que citei acima, tocamos bem e de repente uma nota falha. Pode ter certeza, que você próprio só se lembrar do pequeno erro e não dos acertos, da sensação. Esse é o emocional que temos que trabalhar. É aquela palavrinha danada, que acaba com os vestibulandos: a cobrança. A cobrança é importante, mas temos que respeitar os nossos limites. Cada pessoa tem o seu.
Um grande motivo para a desmotivação na minha opinião, é a cobrança. O músico precisa aprender desde o início da sua formação, sobre respeitar os seus limites. Isso se aprende e é incentivado pela família e o professor. Existem muitas pessoas, que mesmo sendo incentivadas nessa parte, insistem em continuar se cobrando e até se martirizando por cada erro. Mas, para esses casos, provavelmente algum dia elas mesmas resolverão isso. É importante ressaltar, que uma educação musical realizada totalmente voltada para a expressividade, a música em si, talvez faça os alunos entenderem desde o início que eles podem superar limites, mas que nunca tocarão como um "finale" (programa de edição de partitura que toca toda a música). O Finale tem a técnica perfeita, pois toca todas as notas e exatamente o que está escrito, mas a música que fazemos, isso é único, e isso é música. Uma partitura é apenas um papel. Mas quando executada por um músico, aí sim ela se torna uma música. A minha execução é diferente da sua. Enquanto eu penso na saudade, você pode pensar no amor e assim temos interpretações diferentes. Isso é fazer música. E na minha opinião, vale para até a famosa musiquinha do parabéns para você.
Enfim, talvez se aprendêssemos desde o início a fazer música e não apenas notas, cresceríamos sabendo que somos humanos, racionais e expressivos. O nosso trabalho musical é totalmente mental. Talvez, assim a cobrança exacerbada seria evitada e consequentemente a desmotivação. Só lembrando, que a cobrança não é o único motivo para a desmotivação, mas os outros ficam para outros posts.
Encerro essa semana, deixando aqui um artigo escrito por mim com a orientação da profª Dra. Diana Santiago, que fala sobre a preocupação dos professores de instrumento em fazer instrumentistas tocarem as notas, sem se preocuparem com o prazer de fazer música.

Abraços clarinetísticos e até semana que vem!

sexta-feira, 28 de março de 2014

De volta a casa

É... música que nos toma pra si, e as vezes nem tempo temos mais.
Se passaram muitos meses desde a minha última visita ao blog. Muita coisa aconteceu, e que pra variar estão ligadas à música. No entanto, hoje resolvi ver como o blog estava e aí me dei conta que o abandonei totalmente. E que infelizmente, abandonei a escrita e a leitura de quem gostava tanto...
Ontem, uma das minhas inúmeras noites em que tenho pequenas insônias, fiquei refletindo sobre utilidade. É isso mesmo! Sobre se sentir útil. Refleti, e refleti e me lembrei do blog, mais uma criação doida que eu fiz para me sentir útil. rsrsrs Não fiquem assustados, mas analisando, eu percebi que essa foi sempre a motivação da minha vida. Eu tinha que me descobrir o tempo todo, rs. Nas férias, eu criava projeto, fazia oficinas e era claro, com o intuito de contribuir para a formação de outras pessoas, mas também, para eu me sentir útil. Nas madrugadas e horas de descanso, eu escrevia para o blog, porque geralmente já tinha lido uns dez artigos sobre o assunto, rs. Coisas de jovem com sede por aprender, pelo sonho. Ah... o sonho... esse foi o combustível que me fez ir tão longe na ideia doida de viver de música, e que por consequência gerou mais um monte de sonhos que agora são mais sérios e não envolvem somente a mim. O sonho que me fez compor (essa é uma habilidade musical que ainda não me descobri, rs)! O sonho que me fez e faz lembrar de onde tudo começou: na minha voz! Quantas reflexões né?! Sempre fui uma pessoa cheia de sonhos, mas objetiva, cheia de coragem, mesmo quando era nova. O que me movia quando eu tinha apenas 18 anos, passava por um momento de saúde delicado, e mesmo assim arrumei 47 alunos para iniciar na música, e ensinei dois instrumentos que não eram o meu e mais o coral que não era o que eu estava aprendendo a fazer. Ah, eu me lembrei: li quase todos os livros sobre musicalização infantil da biblioteca da escola de música na época, só para escrever e aplicar o projeto. Eu não tinha preguiça... e sonhava, sonhava, que os olhos brilhavam. E quantas, outras coisas eu tinha coragem para fazer...
Pois bem, leitores... hoje tive uma resposta aqui no blog sobre utilidade. Sei que há muitas pessoas no mundo com muitos sonhos, e com um sonho parecido com o meu: na música. Percebi hoje, ao olhar que meu blog chegou a 2280 visualizações. Estou muito surpresa, e feliz porque é sinal de que alguém ler o que publico. O blog era para mim como uma válvula de escape. O que eu pensava, e nem sempre tinha oportunidades de falar, ou argumentar fazia através da escrita. Ouvia muitas pessoas me dizerem, ah Geisi, você é teórica, gosta de escrever. Pois bem, respondo a todos através desse post. Não sou teórica, sou uma pessoa apaixonada e encantada pela música. O que escrevo aqui, se você pensar direitinho, vai perceber que está na prática, e não são teorias, são opiniões. Aprendi há muitos anos com a minha irmã Gisele (jornalista que me ensinou a escrever), que quem escreve expressando a sua opinião, chega muito mais longe do que quem apenas pensa, mas que não consegue fazer nem um texto. E ler para escrever melhor e com mais convicção é preciso, eu sei. Os meus artigos científicos foram todos realizados no intuito de levar informação para alguém que não tem acesso.
Enfim, sem mais me prolongar... percebo que preciso continuar a escrever, ou melhor continuar a sonhar.
Recebi e-mails de pessoas do interior, via os comentários de pessoas que se sentiam intrigadas com o que eu escrevia. Então, Geisi voltará a falar de música. Mas dessa vez, será para vocês e para mim, para eu me lembrar também do poder da música na minha vida e de tantas outras pessoas.

Abraços clarinetísticos e até semana que vem!

domingo, 7 de julho de 2013

Eu sou Geisi, quem é você? Eu sou PROEMUCI, muito prazer!

O sonho voltou...
Quantos dias eu sonhei com o retorno desse projeto, com os sorrisos das crianças aprendendo sobre música... com a oração delas... com o carinho?!
Sim, o PROEMUCI- Projeto Educação Musical para Cidadania, foi inaugurado ontem no bairro de Engomadeira em Salvador- Bahia. O meu coração continua pensando na minha querida cidade de Bom Jesus da Lapa e com toda certeza, um dia volto a fazer uma obra contínua lá. No entanto, não é só na nossa lapinha que a criminalidade, as drogas predominam! Salvador, também é uma cidade que precisa de projetos que envolvam educação musical e cidadania.
Mas, e que tal unir tudo isso a uma "Francisclarianidade"? rsrsrs Sim, esse é o termo que o grupo de Jovens Filhos de Assis, minha família em Salvador, criou e agora tentamos levar junto com a educação musical e cidadania para as crianças da engomadeira.
E eles nos receberam com uma receptividade incrível com uma sede em aprender. Já foi possível perceber que a musicalidade em Salvador realmente é forte e a nossa diferença vai ser a cidadania e "Francisclarianidade"!
Iniciamos essa obra no mês de maio com a preparação para o projeto e ontem 06/07/13 tivemos a nossa aula inaugural já com a metade das crianças matriculas e com alguns pais.
Agora a saudade fica, e precisamos muito de todas as pessoas que queiram contribuir para uma obra dessas.
O grupo de Jovens Filhos de Assis, da Igreja Nossa Senhora da Piedade, coordenará esse projeto com  todo empenho e muita coragem, porque todos somos jovens estudantes, a maioria do interior e não temos recursos.
Quem quiser nos ajudar, é muito bem-vindo e em breve lançaremos uma campanha para organizar a sua contribuição para o PROEMUCI.

"Onde há música, não pode haver maldade" (Miguel de Cervantes)


domingo, 21 de abril de 2013

UFOB- Universidade Federal do Oeste ( Meu manifesto)


“A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.”

A arte é algo totalmente necessário na vida do ser humano e talvez seja a chave para sensibilizar esse mundo, que anda tão cruel. São casos de terrorismo realizados por jovens e muita perversidade. Mas será que isso tudo  não poderia ser evitado?
As artes nos ajudam na expressão dos nossos sentimentos, sejam de angústia, tristeza ou alegria, enfim, são elas nossas auxiliadoras da comunicação. As nossas crianças precisam disso, dessa liberdade para se expressarem, mas, precisam ser estimuladas através da sensibilidade.
Eu sou Geisiane Rocha da Silva, de Bom Jesus da Lapa e tenho parentes e amigos em Santa Maria da Vitória, e estou cursando o meu quinto e último ano na Universidade Federal da Bahia, no curso de Bacharelado em Instrumento (clarineta). Faço parte da Orquestra Juvenil da Bahia (NEOJIBÁ) e sou bolsista de iniciação científica Cnpq/UFBA em um grupo de pesquisa que envolve Psicologia, performance e educação Musical. Nessas atividades, e outras atividades que desenvolvi como professora de música e clarinetista com crianças e jovens, percebo a necessidade da arte na vida dessas pessoas. Tive uma experiência muito especial no meu primeiro ano da faculdade, que foi na minha cidade, Bom Jesus da Lapa. Crie um projeto de Musicalização Infantil para crianças de 6 a 12 anos de bairros carentes da cidade. O projeto foi muito incentivador para mim e percebi o quanto a nossa região é carente de projetos como esse. Não temos uma universidade ligada a artes na nossa região e por isso, infelizmente, como eu moro em Salvador não consegui continuar o projeto, e pela falta de uma instituição ligada a área de artes e ciências humanas não consegui continuar. Eram 47 crianças, e muitas e muitas outras que não puderam participar. E onde estão os projetos e os profissionais para trabalharem com essas crianças? Não podemos continuar assim! A arte pode mudar essa nossa realidade de drogas e criminalidade! Essas crianças que conheci no projeto, no primeiro dia de aula cantavam a música do crack e falavam palavrões.  Em 27 dias, saíram cantando “Onde reina o amor” e falando da importância do amor ao próximo e o persistir nos seus sonhos.

É preciso oportunidades para a nossa região crescer! Nossos jovens saem para estudar fora e os que não têm oportunidade ficam a margem nas nossas cidades e o pior, muito sujeitos às drogas!
Será que nossa região não  precisa de sensibilidade e um resgate da esperança também? Será que todo o talento artístico da região, toda a beleza de nossas cidades, nossas filarmônicas centenárias, também não devem ser lembradas? Temos muito material para pesquisa e para grandes projetos sociais e o maior papel de uma universidade deve ser a integração com o povo!
Por esses e outros diversos motivos, eu apoio com todas as minhas forças uma Universidade direcionada para o povo, com cursos que vão contribuir muito para esse mundo que anda tão perdido nas drogas! Que venham artes e humanidades para iluminar o coração das pessoas!


Desejo de todo coração, voltar para a minha região um dia e poder estar nessa luta, por um mundo melhor através da arte!!! Com uma universidade, com cursos de artes e humanidades, será muito mais fácil criar orquestras, corais, grupos de teatro, dança e com apoio dos governos estadual e federal!

Abraços Musicais a todos!



Geisiane Rocha da Silva
Bacharelanda em Instrumento (clarineta) UFBA

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"FALANDO DE MÚSICA" de cara NOVA

Passados mais de dois meses sem postar eu retorno ao blog, ainda com minhas motivações sendo reconstruídas. Só hoje me dei conta que a última postagem foi sobre greve, exatamente quando a faculdade que estudo parou de vez com a greve e... cansei de esperar pela volta das aulas e retornei ao blog primeiro.
É verdade que minha motivação depois desta longa greve, não é a mesma, mas, a vida continua e o blog tem que continuar. Eu não tenho dado a atenção merecida às pessoas fiéis aos meus textos, e agora me comprometo a tentar ser mais assídua às minhas postagens.
O meu blog "Falando de música" é na verdade, um espaço para eu expor as minhas opiniões sobre música, arte, ou assuntos relacionados, mas também, é um espaço para as pessoas que lerem comentarem.  A proposta é principalmente levar informações para aprendizes de música dos nossos interiores abandonados por aí a fora, mas ao mesmo tempo , o público-alvo também são aquelas pessoas que gostam muito de música, mas não valorizam o trabalho de quem o fazem.

A partir de hoje o "FALANDO DE MÚSICA" começará uma nova fase, com postagens semanais. Terei agora como um novo objetivo, a utilização do blog como forma de "educação à distância" para aprendizes de música com dificuldade de acesso a um bom professor.

É preciso olhar pela educação deste país, que nela está a base de tudo, inclusive a valorização da PROFISSÃO DO MÚSICO!!!

Lanço agora a campanha sobre o assunto que vocês gostariam de ver no blog.
É o "FALANDO DE MÚSICA" de CARA NOVA!!!


Beijos a todos!

domingo, 3 de junho de 2012

Não quero mais ser cidadã?


2012, eis o ano em que a palavra greve domina totalmente. Mas o que é greve? Ao meu ver, é um direito do trabalhador. Estamos em Junho, e já perdemos a conta de quantas greves aconteceram, de quantos escândalos políticos apareceram, e a única coisa que passa pela a minha cabeça é: que país é este? Que cidadão estou me tornando?
Nós não podemos mais sair de casa preocupados, pois pensamos nos roubos ou algo mais que pode acontecer.
Esse ano, ainda enfrentamos greve da polícia pra complicar ainda mais a situação. Agora são greves a todo tempo: greve dos professores da rede estatual, dos professores da rede particular, dos professores das universidades federais. O que mais vai entrar em greve? Se eu entrar em greve ninguém nem vai notar, mas porque falam tanto que nós jovens somos o futuro? Pois eu me recuso a ser. Aos meus 20 anos de idade, me sinto desmotivada a lutar pelo meu país, olha que engraçado. Tanta hipocrisia. Os governantes fingem que fazem por nós e nós fingimos que está tudo bem, até que chega um momento crítico e todas as greves explodem de uma vez, e advinha quem é o maior prejudicado? O cidadão! Aquele que segundo o art. 205 do Capítulo III da Constituição, é formado cidadão na escola. Que escola, se está em greve??? Como chegar lá, se o transporte público parou? Ah, agora tá funcionando, mas agora é R$2,80, a meia R$1,40, só que nem todos têm esse dinheiro, muitos não têm nem o dinheiro pra comer, portanto tá difícil chegar na escola. E sonho desse futuro cidadão de ser um profissional através das universidades tá difícil. Quem não tem dinheiro, tem que cursar o ensino público e sem qualidade os resultados são poucos, mas pra que universidade se a gente sonha tanto em entrar numa federal ou estadual e elas vivem em greve.
A realidade brasileira é triste! “Rico ficando cada vez mais ricos e pobres, ficando cada vez mais pobres.” Numa época em que um quilo de feijão custa mais de R$ 6,00, e o transporte público ainda fica mais caro, fica difícil né?! Ou a gente come, ou estuda, e as vezes  muita gente ñ pode fazer nenhum. Como vou querer salvar todos, ser o futuro desse jeito. Vivemos a política do pão e circo, onde quem dá aquilo que se é de direito leva o voto, ainda, e nós dizemos que evoluímos. Não, nós não evoluímos. Me vejo presa ao medo da violência, e indignada com o que acontece, mas sem fazer nada. Só falo, falo e falo e não faço nada, assim como praticamente todo mundo. Agora não posso estudar. Sofri a vida toda, aos troncos e barrancos estudando em escola pública, com aulas vagas e greves. Quantas vezes eu fui triste pra casa, imaginando o vestibular que provavelmente eu não passaria... muitas vezes mesmo.
Mas, eu lutei, varei madrugadas, economizei cada centavo, fiz a minha família dividir “o pão” com a minha educação e eu consegui entrar em universidade federal, mas pra que? Estudo numa estrutura física VERGONHOSA, isso é decepcionante pra quem sonhou a vida toda com essa faculdade. E agora me vejo em meio a uma greve, eu sei, é um direito dos trabalhadores, de toda uma classe. Mas será que resolve? Quem será que mais sai ganhando com essa situação, porque eu tenho certeza que não sou eu?! E a vida do “cidadão brasileiro” é assim, quando eu me formar, serei mais uma profissional a fazer greves e mais greves e nada será resolvido, e até lá com certeza o salários dos deputados estará ainda maior e pobre, provavelmente mais pobre, porque pra esses ninguém olha.
Nem vou revisar esse texto, para mostrar que eu, você e todos têm o direito a educação. Se tem algo errado, provavelmente é porque no dia da aula de português teve greve!
Escreve esse texto no meu blog sobre música, porque sem educação não há música, aliás a música faz parte da educação!
Pessoal, o direito à comida, educação, segurança, transporte público é o mínimo, temos que lutar por isso!
Até a próxima, se o dinheiro der pra pagar a passagem e não tiver greve, amanhã vou pra faculdade!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A lei do esforçado: descobri o que te ajuda a melhorar

Durante muito tempo me perguntava qual era a diferença entre um músico e outro. Sempre tem aquele talentosíssimo que ficamos admirados com a sua facilidade em compreender e se desenvolver na música. Isso já chegou até a me desmotivar. No entanto, hoje já tenho mais vivência do que há três anos atrás, quando entrei no curso. Hoje posso afirmar, que o esforçado também vence. Conheci muita gente, que se esforça muito  e muito mesmo e vejo também os resultados dos meus esforços em mim mesma.
Ser músico, é como ser um atleta, tem repetir da maneira certa várias e várias vezes até se cansar, respeitando sempre o seu limite de concentração e limite físico também. Não adianta também estudar oito horas por dia, sem consciência nenhuma do que você fez de certo ou errado e  do que você tem dificuldade.
Outra coisa que me perguntava é justamente isso: qual seria a diferença na pessoa que estuda incansavelmente durante 8 horas e o que estuda 4 horas e tem os mesmos ou até melhores resultados?
A resposta pra isso também, só foi recentemente que conseguir entender. Uma coisa que sempre o meu professor de clarineta Pedro Robatto diz: "É necessário otimizar o tempo", eu compreendia isso desde o meu primeiro ano de curso, mas só agora entendo de verdade. "Otimizar o tempo" é se programar, é saber exatamente o que você precisa estudar e como estudar. As vezes, você só tem uma hora e tem que saber utilizá-la bem. Aprendi isso bem, e hoje vejo os resultados. Eu sou a esforçada sem experiência, que ama música e a minha clarineta. Tenho objetivos, e por isso tenho me "otimizado" pra alcançá-los.
Estou procurando as respostas tanto na minha prática quanto na minha vida em geral. Gosto muito de ler e escrever, de ensinar, e por incrível que pareça isso tem me ajudado muito na prática como clarinetista. O fato de ter pesquisado sobre a ansiedade de performance, me fez mais segura. Eu leio muito e trabalho com pesquisas relacionadas a minha prática. Junto as duas coisas que gosto: música e leitura, e o resultado é minha segurança com o que eu faço.
Pouca gente pensa assim, mas é normal. Ter uma pessoa para nos alertar sobre o que o certo e o caminho a seguir, não uma oportunidade que todos têm. Essa concepção que já adquiri com certeza é graças a todas as informações que eu praticamente "suguei" de todos os mestres na música que tive até hoje. Conhecimento é assim, tem que ser sugado sem dó e nem piedade. O meu lema com os meus alunos é exatamente esse, eles têm que aproveitar para aprender tudo o que passo e até o que eu não passo.
Músico bom, têm muitos, mas um músico cidadão completo são mínimos. É busco ser isso uma clarinetista cidadã, o que quer dizer que não serei somente uma clarinetista pra solar quando precisar, mas sim pra solar em todos os aspectos até quando acharem que não é necessário.
Enfim, você que se pergunta porque estuda tanto e no seu ponto de vista ainda não é tão bom, reveja a maneira de estudar e a sua concepção. Te recomendo a leitura que só faz bem para qualquer coisa na vida, e no Brasil gostar de ler é um diferencial, o que um absurdo um país tão cultural que ler tão pouco e por isso se escreve mal. Trabalhos com cultura não é? Com música não é? O primeiro passo é você saber o que está fazendo. Música não é só o som, pois envolve muita coisa e a leitura está dentro disso. Você só descobre essas coisas lendo.
Bom, resolvi escrever sobre esse assunto, depois que o meu professor me perguntou o que fiz pra melhorar como clarinetista. A resposta é tudo isso que escrevi aí acima que significa concepção adquirida.

Um abraço a todos e divulguem o blog. Postarei mais coisas, para que através desse meio possa levar uma contribuição para jovens músicos que não têm acesso a essas informações que posto aqui.

A ansiedade na performance clarinetista

Pra quem ainda não conhece o meu artigo sobre "A ansiedade na performance do clarinetista", pode baixar os anais do XI SEMPEM UFG, o primeiro artigo é o meu.

http://www.emac.ufg.br/uploads/270/original_XI_SEMPEM%20-%20IX%20EINCO.pdf?1329047902




quarta-feira, 28 de março de 2012

Relatório de atividades da II Oficina de música da Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense

Introdução

Bom Jesus da Lapa é um município brasileiro do estado da Bahia, situado a 796 km da capital estadual. A sua população em 2007 era de 62.199 habitantes conforme o IBGE, mas a estimativa em 2009 aumentou  para 66.192 habitantes. Possui uma área total de 4148,5 km² e é banhada pelo rio São Francisco. Suas atividades econômicas estão baseadas na agricultura, comércio, turismo e pesca.
A cidade de Bom Jesus da Lapa concentra uma das maiores romarias católicas do Brasil ( a segunda maior festa religiosa católica do Brasil), que no mês de agosto e setembro tem seus momentos mais fortes ( conhecida como a procissão ou romaria do Bom Jesus) e atrai milhares de fiéis todos os anos, por este motivo é conhecida como a “Capital Baiana da Fé”.
O grande diferencial entre Bom Jesus da Lapa e as outras cidades da região é o morro calcário em estilo gótico e suas grutas que lhe conferem um clima místico e diferenciado.
            Entretanto, Bom Jesus da Lapa, como qualquer outra cidade, também abrange pontos a serem trabalhados. Um dos pontos é a prostituição infantil, e o tráfico de drogas, envolvendo menores. A cada dia que passa, os moradores se preocupam mais com a situação das crianças lapenses.
            Atualmente, existem vários grupos que ajudam da maneira que podem essa população carente. Mas, não basta a ajuda física a essas pessoas, é necessário um ato ainda maior, que transforme as esperanças da população lapense. Algo que traga força para persistir e lutar por uma vida melhor. E  foi nesse intuito que surgiu a Filarmônica Euterpe Lapense foi criada. Mas porque escolher a música para mudar a vida da população?
            Foi cientificamente comprovado que a música estimula a concentração e o cérebro para trabalhar áreas como linguagem e matemática. Fazer com que as nossas crianças  e jovens gostem de estudar é difícil, mas na música tudo muda, elas estudam e se apaixonam e nem percebem. O mais importante que a música estimula é a sensibilidade,  ou seja, pode contribuir muito para o combate da criminalidade.
A Filarmônica Euterpe Lapense, já com frutos de sua escola, reativada desde 2003, vem desenvolvendo trabalhos voltados ao incentivo à música para os jovens e crianças lapenses, como um meio profissional, de sobrevivência. Nesse intuito, muitos dos que já participaram da entidade, querem viver de música profissionalmente. Exemplos disso são os inúmeros jovens que vivem de música atualmente, através do aprendizado na filarmônica e Geisiane, que está cursando na Universidade Federal da Bahia, o curso de Bacharelado em instrumento (clarineta).
Diante todo incentivo que a filarmônica ofereceu a esses jovens, muitos deles agora retribuem através do que sabem. Geisiane preparou a oficina de clarinetas, como uma primeira etapa, para dar continuidade. E agora prepara uma segunda oficina, não só de clarineta, mas de todos os aspectos musicais mais relevantes.


Da oficina:
 A formação cidadã  e musical das crianças e jovens foram trabalhadas nessa II Oficina de Música, através de metodologia específica. Foram utilizados os instrumentos da filarmônica, teclado, atividades escritas, partituras, material auditivo e material bibliográfico de teoria. As aulas foram realizadas na sede provisória da filarmônica, localizado na Rua Cons. Luiz Viana, 262- Centro- Cep: 47.600-000- Bom Jesus da Lapa- Ba, em um período de uma semana, entre os dias 06 de fevereiro a 10 de fevereiro de 2012.

Conteúdos:
Teoria musical: Características da música, notação musical: pauta e claves, compasso, notas musicais, valores das notas.
Percepção musical: escalas musicais maiores, intervalos maiores, reconhecimento de acordes com tríades e tétrades.
Respiração e cuidados com o instrumento: limpeza no instrumento, importância da preservação do instrumento, processo da respiração, sistema respiratório, problemas causados pela respiração incorreta, saúde do instrumentista: higiene, cuidados, e etc.
Apreciação musical: conhecendo os sons dos instrumentos,   conhecendo orquestras, bandas sinfônicas, filarmônicas e grupos de câmara, dobrados e grandes compositores da música erudita.
Prática de conjunto instrumental: aula em conjunto no instrumento, para aprender a desenvolver o ouvido do músico e o espírito de coletividade.
Acompanhamento individual no instrumento
Palestra sobre os caminhos para chegar a ser músico.
Metodologia utilizada:
O curso foi realizado em aulas em turmas, uma de manhã e outra à tarde. 

Obs.: Tudo será de acordo à metodologia criada por Geisiane Rocha com base em bibliografia estudada.
Material utilizado:
Método Da capo (Joel Barbosa), Teoria da música (Bohumil Med).
Dificuldade encontradas:
-Respiração incorreta no instrumento;
- Dificuldades em teoria da música;
- Dificuldade para solfejo melódico;
- Greve  dos PMs, que atrapalhou uma tarde aula.
Objetivos alcançados:
Nessa segunda oficina, o incentivo ao estudo da música, foi o principal objetivo alcançado. Os alunos conheceram a importância da filarmônica no Brasil, e os leques para se trabalhar com música em nosso país. Conheceram o quanto é difícil o caminho para ser um músico, mas aprenderam também que não é impossível.
Enfim, o futuro da filarmônica Euterpe Lapense está nas mãos desses pequenos alunos, mas desde já comprometidos com a cultura e musicalidade de nossa cidade.

“Sem a música, a vida seria um erro.” (Nietzsche)


                             Bom Jesus da Lapa- Bahia, 20 de fevereiro 2012.




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Geisiane Rocha da Silva
Professora da oficina e estudante do Bach. em instrumento (clarineta) UFBA





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Solange Bernadete Moureira Chaves
Presidente da Sociedade Filarmônica Euterpe Lapense

Eu quero ser... artista, posso?

É época de vestibulares, de tensão, de escolha de um futuro. E você que está lendo se pergunta o porque desse tema em uma coluna de música esse mês. A importância da escolha da profissão é muito grande, e as dúvidas para os jovens pairam no ar. Medicina, engenharia ou direito? Emprego garantido, profissão do futuro ou “concurseiro”? O eu quero ser? Onde me imagino? Essas são algumas das dúvidas dos vestibulandos.Com alguns jovens as respostas para essas perguntas resolvem a escolha, mas e para quem não se imagina em nenhuma das três hipóteses?
É muito difícil para um vestibulando assumir o seu talento e decidir lutar por ele, pois o preconceito, ou melhor a falta de informação sobre a maioria das profissões, ainda acontecem mesmo em pleno século XXI. A cultura está numa excelente fase e mesmo assim quem quer seguir a área tem medo de ir  a luta.
Um motivo determinante no medo dos jovens artistas em enfrentar a possível profissão, é o pequeno incentivo nas escolas, onde a maioria das pessoas não têm acesso ao ensino de qualidade e muito menos de arte. Os vestibulandos dessas áreas enfrentam um processo seletivo muito difícil, com provas específicas , em que na segunda fase da UFBA por exemplo, são em média de quatro a cinco dias de prova.
As oportunidades de emprego e gratificação social do trabalho dos profissionais da cultura, dificilmente são lembrados. Existem várias habilitações dentro das áreas artísticas que você escolher, sendo que para cada uma, inúmeros caminhos. Cursando música na UFBA, por exemplo, existem seis cursos diferentes: Bacharelado em Instrumento, Bacharelado em Canto, Composição, Regência, Música popular e Licenciatura em Música.  Você pode ser professor no ensino básico, no ensino superior, em escolas específicas, trabalhar em projetos, hospitais, teatros, com pesquisas, com produção, enfim são inúmeras as possibilidades.
Profissões novas na área vêm surgindo, e cada vez mais crescendo, em alguns estados mais que os outros, mas de pouco a pouco ganham espaço. A quantidade de dinheiro investido em cultura é muito grande e quase sempre se faltam profissionais qualificados para ministrarem esses recursos. A valorização da cultura no nosso país também depende disso.
Na escolha de uma profissão, o que mais vale é o quanto vocês gosta e se imagina nela. O seu sucesso , em todos os aspectos depende inteiramente de você, e todos sabemos que quanto mais amamos algo, mais lutamos por ele. Boa sorte na escolha.


Cursos na área de artes mais próximos de Bom Jesus da Lapa

Artes cênicas (Direção teatral): UFBA (Salvador)
Artes cênicas (Interpretação teatral): UFBA (Salvador), UFG (Goiânia), UNB (Brasília)
Licenciatura em teatro: UFBA (Salvador), UFG (Goiânia)
Artes com habilitação em teatro: UESB (Jequié)
Artes Plásticas: UFBA (Salvador), UNB (Brasília)
Design/ Artes visuais: UFBA (Salvador), UFRB (Cachoeira), UNIVASF (Juazeiro), UCSAL (Salvador), UNIFACS (Salvador) UFG (Goiânia), UNIMONTES (Montes Claros)
Cinema e audiovisual: UESB (Vitória da Conquista), UFRB (Cachoeira)
Licenciatura em desenho e plástica: UFBA (Salvador)
Licenciatura em piano: UCSAL (Salvador)
Licenciatura em violão: UCSAL (Salvador)
Bacharelado em canto: UFBA (Salvador), UFG (Goiânia), UNB (Brasília)
Composição e regência: UFBA (Salvador), UFG (Goiânia), UNB (Brasília)
Bacharelado em instrumento: UFBA (Salvador), UFG (Goiânia), UNB (Brasília)

Texto da minha coluna no Informe GBJ publicado em novembro.

Fé +Música= Reisado e devoção ao Bom Jesus da Lapa

No Santuário do Bom Jesus, cada romeiro expressa a sua devoção de maneira peculiar. As promessas de cera e os objetos depositados no altar em forma de agradecimento por graças alcançadas é a maneira mais utilizada pelos peregrinos, mas não é incomum encontrar nas grutas os grupos de reisados e ternos de reis que expressam através de cantos típicos o seu louvor ao santo.
Os reisados e ternos de reis são manifestações muito importantes para a nossa cultura e são antigas também. Era a música profana de antigamente, quando os estilos musicais eram divididos em sacro (canto gregoriano, é um exemplo), e profano (música dos trovadores e troveiros,  dentre outros). Chegou ao Brasil em Sergipe,   introduzido pelos portugueses. É comum encontrar nos reisados instrumentos típicos da região a que o grupo pertence. No santuário do Bom Jesus, geralmente aparecem grupos com flautas, gaitas ou pífanos, zabumba, pandeiro, violão e viola caipira, e alguns até com violino antigo, pois a maioria dos grupos visitantes da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
É uma manifestação de muita fé, e é exatamente isso que faz com que pessoas sem conhecimento musical (teórico), comecem a exprimir a musicalidade existente em si, ao ponto de tocar um instrumento. A fé tem o poder de estimular a nossa sensibilidade.
Esse tipo de tradição acontece em vários momentos. É mais tradicional na época do Natal, e se estende até o dia 06 de Janeiro, onde se comemora o dia  dos Santos reis. Mas quando se trata em fé das pessoas, pode-se imaginar todo tipo de manifestação , mesmo que fora da sua época tradicional. É isso que acontece no Santuário do Bom Jesus. Apesar do tempo forte da romaria ser de Julho a setembro, onde não é época de folia de reis, é muito comum encontrar reisados na gruta, como forma de agradecimento em orações cantadas e instrumentais também.
O santuário do Bom Jesus da Lapa instintivamente estimula a fé das pessoas, e faz com que elas expressem da maneira que mais se sentem bem. Essa uma sensibilidade, estimuladora para quem não sabe teoria da música tocar e cantar através de seus próprios esforços, com único intuito: a de devoção.

Texto da minha coluna no Jornal Informe GBJ de Setembro! 

sábado, 24 de março de 2012

Música é profissão e deve ser respeitada e regularizada!

Muito interessante as palavras do músico, (apesar do palavrões), mas a indignação explica a reação.

.http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VdkLSayB2Bo

I COLÓQUIO PARA CLARINETISTAS NA UFBA

Olá pessoal , nos dias 25 a 27 de abril acontecerá o nosso primeiro colóquio para clarinetistas aqui na UFBA, com participações de grandes clarinetistas brasileiros! As inscrições para o nosso 1º colóquio já estão abertas. Os interessados podem se inscrever no início do evento ou através do e-mail geisiane_rocha@hotmail.com/ geisianne_bjl@yahoo.com.br, que será mandado a ficha de inscrição. O valor da Inscrição é de R$10,00 e deverá ser paga no início do evento, mesmo os que fizerem a inscrição via internet.

Vejam a programação completa e mais informações, através do blog: http://coloquiodeclarinetas.blogspot.com.br/

Muita música a todos!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ouvir música reduz ansiedade e dor em pacientes com câncer


Achei isso muito interessante e resolvi postar. 
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/ouvir-musica-reduz-ansiedade-e-dor-em-pacientes-com-cancer_122255/

Ouvir música pode reduzir a ansiedade e a dor de pacientes com câncer, sugere um novo estudo.
Pesquisadores da Universidade Drexel, em Filadélfia, combinaram dados de testes aleatórios de música na medicina --em que discos são reproduzidos para os pacientes-- e musicoterapia --quando os terapeutas usam música para avaliar e tratar os pacientes. Ao todo, eles analisaram 30 estudos, realizados com um total de 1.891 participantes. A pesquisa foi publicada na edição de agosto da revista "The Cochrane Reviews".
Os dados eram insuficientes para determinar qual das formas de terapia, a música na medicina ou a musicoterapia, era a mais eficaz. Contudo, os pesquisadores descobriram que as duas técnicas conseguiam reduzir a ansiedade e a dor, melhorar o humor e a qualidade de vida das pessoas com câncer.
Também foi possível relacionar a o ato de ouvir música com algumas mudanças fisiológicas benéficas, incluindo a redução do ritmo cardíaco e respiratório e da pressão arterial. O número de experimentos que examinaram os efeitos da música sobre a dor, a imagem corporal e a função imunológica era reduzido demais para que fossem feitas deduções, concluíram os pesquisadores.
Cinco testes de pequena escala analisaram os efeitos da música sobre a depressão e em nenhum deles ela foi proveitosa.
Os autores alertam em relação à baixa qualidade da evidência obtida, em grande parte porque é difícil ou impossível conduzir testes de musicoterapia sob controle rigoroso.
"Nós usamos música todos os dias", afirma Joke Bradt, principal autor do estudo e professor adjunto de arte terapia da Drexel, "e sua capacidade terapêutica pode ser usada em pacientes com câncer de forma bastante direcionada".

Nova metodologia para filarmônicas



Quando se fala em filarmônicas, logo o que se pensa é no resultado, mas onde fica o processo de aprendizagem e as contribuições que ele pode trazer para toda a vida do futuro músico? Antes de instrumentista, os participantes da filarmônica são alunos, e de música.
Em uma sociedade musical, a formação deve ser completa. Os valores de cidadania, a inclusão social, a iniciação musical, conhecimentos de gêneros musicais, tudo isso deve vir antes e durante a formação do instrumentista que vai compor a Filarmônica.
O que acontece na maioria das bandas de música é a aprendizagem somente para se tocar um instrumento. Na maioria das vezes falta um apanhado maior de temas importantes na música, como: harmonia, solfejo, apreciação musical, e até a teoria básica elementar. Sem esses conceitos básicos o aluno será sempre limitado a participar somente daquele ambiente da filarmônica. Para seguir o caminho da música profissional, é preciso muita dedicação, pois a concorrência e o nível são altos.
Você que está lendo esse texto, deve estar se perguntando o motivo para eu escrever sobre esse assunto aqui. Pois bem. Eu venho desse sistema, e acredito na sua função, pois através da oportunidade que tive, hoje posso tentar a profissionalização na área que mais amo na vida. Mas as lacunas do ensino que tive são visíveis.
No meu primeiro ano de faculdade, perdi a matéria Literatura e Estruturação Musical I, porque simplesmente eu não sabia nada do que estava sendo abordado. Tive dificuldades em todas as matérias que lidavam diretamente com música. As dificuldades no instrumento também sempre foram muito grandes, e o engraçado é que quando eu comecei a faculdade eu pensava que tocava muito. Foram dias e noites totalmente voltados há recuperar o tempo perdido, para melhorar um pouco, e mesmo assim ainda falta muito.
O fato é que eu não sou a única que sofre com essas lacunas de ensino. A maioria das pessoas que passaram pelo mesmo sistema de ensino musical sofre com isso.
É preciso tentar fazer algo para mudar. Uma sociedade musical trás tantos benefícios, só é preciso cuidar mais minunciosamente para um ensino mais eficaz.
A partir de todas as leituras que já fiz nesses anos de faculdade, e também a partir do projeto que eu fiz em minha cidade, percebi que o interesse das pessoas em aprender música é muito grande, mas o de participar de uma filarmônica não é tão grande assim. Mas porque isso? Será que a metodologia aplicada não atrai um bom número de participantes?
Não é muito difícil resolver esses problemas. O primeiro passo que proponho é a divisão de turmas. Quem tem 25 anos não tem a mesma velocidade de aprendizagem que o aluno de 9 ou  50 anos, e com certeza a metodologia aplicada para a determinada idade fará com que diminua a evasão de alunos. Além disso, ter divisão de níveis vai ajudar acelerar a entrada de membros novos mais preparados na banda.
Uma grade curricular pode ser estipulada. Podem ser colocadas disciplinas como: teoria musical, solfejo, apreciação musical e história da música, canto coral, instrumento individual e ensino coletivo de bandas. São seis disciplinas. Se o professor trabalha 8 horas por dia, divide seu dia para atender tudo, e é possível, porque estará concentrando o ensino em um determinado tema.
Proponho também que a imagem militarista da filarmônica diminua. Isso faz com que as crianças se desmotivem. Essa é a faixa etária que beneficiará mais a banda, pois poderá ficar mais tempo, então são necessários mais cuidados com a metodologia. Música tem que ser uma atividade prazerosa e não uma obrigatoriedade.
Quando o aluno entrar na banda e já tiver com uma leitura razoável é preciso ter um cuidado para ele não resolver só tocar músicas e parar no tempo, sem estudar mais.
Enfim, muito se pode fazer, mas com um professor preparado e bem remunerado é claro, que lute por reformas na metodologia e estrutura das sociedades musicais.
Eu acredito que isso trará o diferencial de uma banda e com certeza os resultados valerão todo o esforço.

Dedico esse texto a todos os amantes de filarmônicas e especialmente aos meus colegas de banda.
Grande abraço a todos e até a próxima.

Materiais didáticos para filarmônica

Olá pessoal!
A pedido de muitos amigos das filarmônicas no interior, estou postando links de materiais que indico para facilitar no trabalho de iniciação musical.

Esse é o link de uma apostila do Maestro Fred Dantas para filarmônica, muito boa:
http://www.afinandoascordas.com/comunidade/phocadownload/teoria_metodos/diversos/Fred%20Dantas%20-%20Teoria%20E%20Leitura%20Musical.pdf

 Esse é o link para um curso completo de percepção musical, passo-a-passo. Tutoriais de solfejo do Prof. Carlos Veigas, muito bom:
http://www.youtube.com/user/carlos5veiga

Esses materiais valem a pena. Em breve eu postarei mais coisas aqui no blog.

Saudações imensas aos meus amigos e companheiros de filarmônica e até a próxima!